24.05.17

Opinião do Expert

Blockchain: conceito e domínios de aplicação

    Bruno Teboul | Vice-presidente Sênior de Ciência e Inovação Keyrus Group

    Frédéric Maserati | Diretor de Consultoria Keyrus Management

    Maxime Leroux | Consultor Cientista de dados

    O Blockchain, surgiu depois da crise econômica de 2008, após se questionar o sistema financeiro, e se baseia nas pesquisas sobre criptomoedas, em outras palavras, as moedas denominadas e operadas por tecnologias inteiramente digitais. De acordo com os grandes gurus da tecnologia, o Blockchain possui um novo potencial para a inovação e a ruptura com os modelos econômicos dominantes. A esse respeito, o Blockchain é uma tecnologia revolucionária que torna possível desenvolver e implementar uma “Internet de transações”. Mas qual é, exatamente, o ponto disso tudo?

    A ideia do Blockchain apareceu com o Bitcoin, a primeira criptomoeda, que é a mais conhecida pelo público em geral. Contudo, na verdade, achamos que o Blockchain tem mais pontos em comum com o protocolo TCP/IP do que com uma criptomoeda. Temos bons motivos para pensar isso, já que a Internet, e seu famoso protocolo TCP/IP (”autoestradas de informação”), tornou possível acelerar a revolução digital, especialmente graças à disseminação de informações no modo “peer-to-peer” (ponto-a-ponto).

    Atualmente, o Blockchain é para a transação o que o TCP/IP é para a informação, para a comunicação... O Blockchain é definido para produzir “autoestradas de transação” no modo peer-to-peer!

    Na teoria, o Blockchain é um registro duplicado e compartilhado entre todos os nós de uma rede; cada nó pode ser um usuário, ou até mesmo um computador. Para simplificar ainda mais, este registro notifica e grava a hora - e data- de cada transferência entre cada nó em um “bloco”. Assim que cada “bloco” estiver cheio, ele é conectado, um após o outro, com os blocos anteriores, de forma que tudo fique registrado neles... E visíveis a todos... É, portanto, um servidor seguro, marcado com data e hora, e ao mesmo tempo um banco de dados peer-to-peer seguro.

    Nele reside a ruptura com os modelos transacionais clássicos que conhecemos. De fato, independentemente da situação em que uma empresa se encontra, e em quase todas as ocasiões, um terceiro de confiança assegura e garante que uma transação tenha verdadeiramente acontecido e isso só é realizado apenas uma vez (banco, tabelião, auditor...). O Blockchain possibilita que uma transação ou transferência tenha, de fato, acontecido entre diversas “partes”, livrando-se então da presença do terceiro de confiança. A ruptura aqui depende da desintermediação distribuída e segura, organizada no modo “peer-to-peer”.

    Para fazer isso, os blocos são automaticamente empilhados de forma cronológica, marcados com data e hora e, claro, com tudo isso “validado” pelos “mineradores”: pessoas como você e nós (por um dos nós da rede) que disponibilizam sua capacidade computacional para solucionar o problema matemático levantado pela “cadeia de blocos”. Solucionar o problema, então, corresponde à “validação” da transação, muito semelhante à forma como uma câmara de compensação faria com os pagamentos. Como as transações são visíveis a todos, o Blockchain transforma-se em uma ferramenta de auditoria formidável e isso oferece a base para a confiança entre as partes envolvidas.

    Em alguns casos é idêntico aos livros-razão gerais de instituições bancárias e financeiras... Mas sem os bancos e as instituições financeiras. E isso basta. Nos encontramos em um sistema baseado em confiança... Mas sem terceiros de confiança. Muito paradoxal! E muito revolucionário!
     
    POR QUE TANTO ENTUSIASMO ACERCA DISSO?

    Se qualquer um puder “transacionar” através do peer-to-peer diretamente com plena confiança sem intermediários, e sem terceiros de confiança, então se tornará possível eliminar plataformas que retiram uma parte do lucro (como por exemplo: AirBnB, Uber...). Como resultado, modelos alternativos ao Uber já existem: eles são plataformas colaborativas desenvolvidas utilizando-se tecnologias de Blockchain tais como ArcadeCity ou Lazooz.org. Depois da “Uberização” a conversa de agora em diante é sobre o fenômeno da “Blockchainização”.

    Uma prova disso pode ser vista na aceleração dos investimentos nessa área e o número incrível de conferências e artigos sobre ele. O entusiasmo anda crescendo desde que os Gurus da Internet criaram um alarde com seus pronunciamentos sobre as possíveis aplicações da Blockchain no mundo financeiro, cujo impacto é estimado em termos de bilhões de dólares...

    E, mesmo que o principal desafio técnico envolva o número de transações processadas por segundo - sendo este o desafio que o Blockchain da Bitcoin parece ser incapaz de atender -, o uso de Blockchains privados é de grande interesse, já que eles podem possibilitar a adoção de abordagens distribuídas a um custo verdadeiramente reduzido.

    O outro motivo para tal entusiasmo é a escalabilidade desta tecnologia. É verdade que todas as Blockchains que utilizam o mecanismo “Proof of Work” (Prova de trabalho) podem ser vulneráveis à ataques de vírus do tipo “Goldfinger”. Esses ataques consistem de reunir capacidade computacional equivalente a um pouco mais de 50% da capacidade total da rede relevante (ou de um grupo de servidores, como aqueles do Pentágono, que estão sujeito a centenas de ataques diários). Uma vez que isso é alcançado, o invasor está livre para validar/invalidar certas transações. O propósito desses ataques é abalar a confiança dos usuários na tecnologia, neste caso, no Blockchain. Mas hoje, o Bitcoin é a rede mais poderosa do mundo, com cerca de 1200 Petahashes por segundo, o que significa que significa que um ataque com 51% não é impossível, mas seria extremamente caro. De fato, de acordo com alguns especialistas, seria preciso cerca de US$ 5 bilhões por 10 minutos de invasão.

    Além disso, como o Bitcoin é um projeto mundial de código aberto, um simples patch, seguido por uma reinicialização dos nós da rede, seria suficiente para resolver o problema em poucos minutos. Adicionalmente, é possível para qualquer um auditar o código fonte sem grande complexidade.

    UMA IMENSIDÃO DE BLOCKCHAINS

    Dada a natureza universal do Blockchain, pode-se estimar que todos os setores serão afetados pela adoção desta tecnologia. O número de processos que provavelmente sentiriam seu impacto é verdadeiramente fenomenal. Os bancos não estavam errados quanto a isto. Atuando tanto individualmente ou em grupos, eles estão explorando, e testando, as possibilidades do Blockchain, com um duplo objetivo: tirar vantagem dos benefícios dele e incorporar a lógica ponto-a-ponto em seus modelos, para melhor resistir à chegada de novos concorrentes utilizando um modelo nativamente distribuído e desintermediado, particularmente as FinTechs.

    Estamos, na verdade, vivenciando uma explosão Cambriana com a criação de centenas de Blockchains propícios à experimentação.  Hoje, qualquer um pode criar seu próprio sistema, já que os requisitos para obter acesso a esta tecnologia e dar início a ela são simples e financeiramente acessíveis.

    Tanto é que estamos observando o aparecimento de Blockchains privados, em que a participação no consenso (mineração) requer permissão. Apesar da organização centralizada desses Blockchains privados, alguns traços de Blockchains públicos, como o Bitcoin e o Ethereum, permanecem: uma arquitetura que é altamente resistente porque o banco de dados é distribuído, uma continuidade ao sistema, já que os dados são imutáveis, e uma unicidade, com um único sistema: um “livro-razão geral”.

    Para resumir, de um lado existem os Blockchains públicos, cujo livro-razão é aberto, e que são protegido através do uso de “provas de trabalho”, que requerem capacidade computacional para obter o direito de fazer um registro em um bloco (mineração), ou “Provas de Participação”, que requerem certos ativos digitais em particular para obter o mesmo direito de fazer um registro.

    Por outro lado, existem também os Blockchains privados, cujo livro-razão é fechado, e que requer “permissão” para acessá-los. É provável que esses Blockchains privados refiram-se essencialmente às empresas e ao mundo profissional, mesmo que nós possamos testemunhar uma forma de hibridização dos Blockchains públicos/privados nos próximos anos.

    QUAIS SÃO OS BENEFÍCIOS DO BLOCKCHAIN? E QUAIS SÃO OS PROBLEMAS QUE AS EMPRESAS TERÃO QUE ENFRENTAR?

     


    QUAIS SÃO AS APLICAÇÕES CONCRETAS? QUAIS SÃO OS CASOS DE USO DO BLOCKCHAIN?

    Ao voltar à gênese do Blockchain, podemos agora ver mais claramente por que, filosoficamente, esta tecnologia (esse protocolo de transferência) está no processo de “romper” com muitos setores.

    Logo, ainda é o caso, hoje, de que o princípio arquitetônico por trás do Blockchain esteja baseado em um premissa bem simples: permitir que transferências, transações, aconteçam entre 2 indivíduos, 2 entidades, sem qualquer envolvimento de intermediários ou terceiros de confiança, que “traem” a confiança ao abusar de sua posição dominante em seus ecossistemas.

    Desde então, as aplicações de Blockchain se multiplicaram, estendendo-se para muito além do sistema financeiros, e variando do consumo colaborativo até contratos inteligente (aqueles algoritmos famosos e autônomos) e o voto digital, para a gestão da cadeia logística. As áreas de aplicação, então, transcendem os setores econômicos, e o Blockchain já está pronto para transformar todas as indústrias existentes. Essa tecnologia é definida para, radicalmente, alterar a organização do transporte, a Cadeia de Suprimento, a propaganda, a produção de energia e o setor de distribuição, o mercado de imóveis, seguros... Ele vai transformar o futuro, levando-nos da Internet das Coisas a objetos autônomos. Irá permitir que o mundo digital e o físico se unam... finalmente!

    Contratos Inteligentes prometem tornar os objetos inalteráveis, dar a eles meios, se necessário, de provar que foram corrompidos, e torná-los resistentes à conspiração. Através do Blockchain, será possível dar aos objetos uma identidade e plena autonomia. Objetos irão, ainda, acabar “pertencendo a si próprios”, ao conseguir, num futuro próximo, executar o código sozinhos e autonomamente.

    Vamos tomar como exemplo o carro sem condutor: seu futuro não reside tanto no fato de que ele se move sozinho... em seu nível final, o modelo de carro sem condutor irá “se alugar”, completamente sozinho, e seus usuários irão pagar pelo uso dele, e farão esse pagamento diretamente ao próprio carro, sem passar por qualquer terceiro de confiança. Isso é, sem dúvida, como os modelos do Uber e Lyft irão evoluir no futuro.

    QUAIS SÃO AS APLICAÇÕES CONCRETAS ATUAIS DO BLOCKCHAIN?


    • Setor financeiro e ativo digital

    Além do Bitcoin, existem muitas aplicações potenciais no setor financeiro. Em 2015, a NASDAQ revelou o Linq: a primeira plataforma para a emissão de capital privado gerenciado inteiramente utilizando-se o Blockchain. Através desse novo sistema, os investidores privados podem negociar as ações de empresas privadas. Não existe, portanto, a necessidade de certificados para a emissão de ações ou para deter as ações da empresa: tudo é digitalizado e imortalizado no Blockchain. Referimo-nos a isso como ativos digitais. Openchain e Chain são outros exemplos disso. A primeira digitaliza todos os ativos, enquanto a segunda se concentra na revolução no sistema financeiro.


    • Identidade e segurança digital

    oneName é um lançamento americano que utiliza o Blockchain para gerar uma identidade digital que somente o usuário será capaz de usar para acessar seus diversos serviços da Web. Não haverá mais a necessidade de memorizar inúmeros nomes de usuários e senhas: apenas uma única identidade digital será necessária.

    A Estônia, pioneira nessa área, está, há alguns anos, executando um projeto de identidade digital que permite que seus cidadãos agreguem suas informações pessoais de maneira segura: isso dá a eles uma identidade digital para eleições, referências médicas, carteira de motorista, etc. Um projeto mais recente, realizado em parceria com a bolsa de valores de Tallinn, irá permitir que os acionistas votem em assembleias - obviamente sem a necessidade de ir até elas.

    Por sua vez, o lançamento FollowMyVote está dependendo da digitalização do sistema eleitoral. Observando-se os diversos problemas enfrentados por muitos países em termos de fraude eleitoral, esse lançamento propõe aplicar o Blockchain para garantir que os processo de votação seja controlado e rastreável.


    • Saúde e medicamentos

    O setor de saúde também está cheio de aplicações potenciais. Na área das indústrias farmacêuticas, por exemplo, a legitimidade, a autenticidade e a rastreabilidade dos resultados clínicos são indispensáveis. O BlockRX utiliza a tecnologia do Blockchain para garantir a rastreabilidade de cadeia de suprimento. Um outro caso de uso na área de saúde é o de registros médicos. Pela digitalização deles, as informações sobre o paciente podem ser transferidas mais facilmente de um profissional ao outro (com a anuência do paciente, é claro). Estamos vendo o fim dos faxes entre doutores e dos formulários de tratamento médico? O interesse neste setor é tão grande que, no início de 2016, a Philips lançou seu próprio laboratório de pesquisa de Blockchain.


    • Seguros

    Um outra área de grande interesse para o Blockchain: seguros. Aqui existem múltiplas possibilidades, e ainda aguardamos algumas surpresas. Por exemplo, o seguro peer-to-peer (ex: Dynamis) está colocando um ponto final ao relacionamento usual e tripartido entre pagadores, segurados e seguradoras. Isso permite que cada indivíduo participe na tanto do pool dos segurados como nos retornos do investimento. Como outro exemplo, temos o seguro paramétrico (ex: Rainvow) que, por sua vez, permite que o segurado seja compensado automaticamente quando algum evento ocorrer, graças aos Contratos Inteligentes. Assim, graças à interconectividade dos objetos (IoT) e à programação de eventos, é possível registrar automaticamente os contratos de seguro. Um exemplo notável é o potencial para segurar a produção agrícola contra mau tempo. Utilizando-se sensores (de pluviosidade ou temperatura, por exemplo), o pagamento da compensação (do produtos segurado) será feito automaticamente, por exemplo, após 2 meses de estiagem (exemplo fictício).


    • Programas de fidelidade 

    Os programas de fidelidade também passarão por reviravoltas com a chegada do Blockchain. Hoje, a tecnologia já possibilita registrar os pontos ganhos e utilizados pelos membros no registro em uma base rotativa e em tempo real. Uma vez que os parceiros participantes são registrados e conectados, todas as transações (compras e resgate dos pontos) podem ser efetuadas em tempo real. Não haverá, então, nenhuma necessidade de esperar pelo demonstrativo de pontos no fim do mês, ou de alcançar um limite mínimo antes de resgatar seus pontos para uma escolha reduzida de produtos; a compra e resgate dos pontos pode ocorrer simultaneamente. De fato, isso é o que é oferecido pela loyyal.

    Mas onde a verdadeira revolução reside, nos programas de fidelidade que utilizam criptomoedas em um sistema de circuito fechado, é na natureza transferível da Moeda, versus o ponto. Isso é revolucionário. Nós “desverticalizamos” o relacionamento ao torná-lo horizontal. Como resultado, não nos referimos mais a simplesmente um programa de fidelidade (com a relação do comerciante com o cartão, e do próprio cartão com os clientes), mas, ao invés disso, interagimos com uma comunidade de clientes e promovemos trocas, até mesmo dentro dessa comunidade. Isso constitui uma mudança fundamental e abrangente do paradigma.


    • Contratos inteligentes

    Contratos Inteligentes vão muito além do setor de seguros. Qualquer acordo entre duas partes tem o potencial de ser digitalizado e automatizado. Estes, então chamados, contratos autônomos dão às várias partes a garantia de que, uma vez que as condições tenham sido cumpridas, o contrato será horando, sem nenhuma possibilidade de ter qualquer fraude, má-fé ou interferência de um terceiro. De fato, isso é no que o projeto Ethereum está apostando.


    • Processos e troca de informações

    Por sim, qualquer troca entre diferentes partes pode ser administradas pelas tecnologia Blockchain. Ela pode envolver dinheiro digital, comprovação de identidade, um pagamento de seguro ou uma transferência a um fornecedor ou cliente; a lógica permanece a mesma: o processo requer uma troca e o histórico das transações, e deve ser rastreável, eficiente, transparente e capaz de ser auditada.

    Considerando o incrível potencial de ruptura desta tecnologia e suas aplicações, uma coisa parece quase óbvia: face a esse potencial, torna-se importante ponderar todas as consequências do Blockchain e de suas aplicações nos modelos comerciais, modelos de receita, modelos de crescimento...

    O Grupo Keyrus criou seu próprio ecossistema de Blockchain e, ao fazer isso, desenvolveu uma oferta inovadora capaz de ser utilizada desde o estágio de suporte estratégico, até a integração de projetos de Blockchain no sentido técnico. A Keyrus já auxilia seus clientes com essas iniciativas há quase dois anos: desde o estágio de aculturação, passando pela identificação dos casos de uso, até os desenvolvimentos e a integração de projetos que dependem das tecnologias de Blockchain.

    A Keyrus também cuida da interconexão das tecnologias de Blockchain com os Sistemas de Informação existentes das empresas.

    Para mais informações sobre a oferta de Blockchain da Keyrus: Blockchain@keyrus.com
     
     

     

    Sobre os autores:
    Bruno Teboul possui mestrado em Filosofia, e diploma de pós-graduação em Ciências Cognitivas pela Ecole polytechnique, e um MBA Executivo da HEC, e concluiu uma Tese de Doutorado na Universidade Paris-Dauphine. Ele trabalha em grandes grupos há cerca de vinte anos, ocupando cargos de gerência sênior nos departamentos de Marketing e Digital (Boulanger, Office Depot, Pinault-Printemps-Redoute, La Poste, Galeries Lafayette, Carrefour, Devoteam). Ele também é um empreendedor da web (QXL em 1998, Brandalley em 2006). Desde 2013 ele é Vice-presidente sênior de Ciência e Inovação no Grupo Keyrus, e é um Membro do corpo administrativos para a Cátedra de Cientista de Dados da Ecole polytechnique. Sua pesquisa interdisciplinar (filosofia, economia, tecnologias digitais) está focada no estudo das mudanças digitais e seus efeitos na sociedade.

    Frédéric Maserati é MBA (da ESSEC). Ele ocupou diversos cargos operacionais no Mercado e e-Business trabalhando para os principais grupos bancários. Atualmente, ele está desenvolvendo diversas ofertas relativas a Blockchain, Criptomoedas,  comércio de amanhã, e o banco do futuro (com novas abordagens em relação à Inteligência Artificial).) Ele está cada vez mais interessado no impacto de tecnologias exponenciais (NBIC) nos novos modelos.

    Maxime Leroux é um cientista de dados consultor na Keyrus Canada. Ele é especializado em modelagem preditiva, mineração de dados, aprendizado de máquina e possui uma grande experiência em grandes tecnologias de dados. Ele trabalha como analista quantitativo e cientista de dados e diversas áreas como a bancária, de gestão de riscos, financiamento de mercado, viagem e programas de fidelidade. Ele tem mestrado em Finanças Aplicadas e é um contador profissional certificado.