29.03.17

Opinião do Expert

Estamos na era da informação, mas o melhor ainda está por vir!

    Por Marcos Palmeiro, responsável pela unidade de Negócios de Governança, Qualidade e Monetização de Dados na Keyrus

    Estamos na era da informação, mas para ser um pouco mais preciso, acho que estamos mesmo na era da “produção da informação”. Se pegarmos uma pessoa como exemplo que seja usuária das tecnologias mais comuns, como redes sociais e aplicativos como o WhatsApp, ao longo do dia serão milhares de registros armazenados nos ambientes e servidores destes aplicativos.

    Se pensarmos no volume de informações que geramos atualmente e multiplicarmos pelo número de pessoas no mundo que se comunicam entre si usando tecnologia, fica fácil imaginar a proporção astronômica do volume total de dados que a humanidade está produzindo e que em épocas anteriores não existia.

    Além dos dados gerados voluntariamente pelas pessoas, existem dados gerados pelos aplicativos de entretenimento em igual proporção ou até maior, como Waze e Google, por exemplo, que também geram e registram informações em volumes inimagináveis sobre comportamento, deslocamento e localização, entre outras, além dos dispositivos conectados (IoT) cada vez mais presentes no nosso dia-a-dia.

    "Se pensarmos no volume de informações que geramos atualmente e multiplicarmos pelo número de pessoas no mundo que se comunicam entre si usando tecnologia, fica fácil imaginar a proporção astronômica do volume total de dados que a humanidade está produzindo e que em épocas anteriores não existia."

    Ou seja, na era atual, estamos cada vez mais integrando ao nosso mundo formas e dispositivos que geram diariamente uma montanha de dados ainda fragmentados vindos de diferentes fontes sobre quase tudo e quase todos, com tendência de aumento exponencial nos próximos anos, de acordo com as previsões de renomadas entidades de pesquisa no mundo.

    Neste contexto, se imaginássemos uma balança onde em um dos lados tivéssemos o volume total de dados produzidos atualmente através das pessoas, aplicativos e dispositivos conectados e do outro lado, os valores produzidos à partir destes dados retroalimentando com este conhecimento o dia-a-dia das pessoas ou empresas com benefícios tangíveis, certamente teríamos um desequilíbrio drástico nesta balança. É por isso que podemos afirmar que o nosso momento na “era da informação” é de estágio inicial, é de produção e armazenamento de dados, mas ainda não conhecemos todo o potencial que estes dados quando integrados no futuro poderão produzir de conhecimento e as mudanças e benefícios que poderão trazer para o dia-a-dia das pessoas.

    Qualidade de Dados

    Qualidade de Dados é muito mais que analisar o % de preenchimento do seu cadastro de clientes ou descobrir a falta de padronização em dados como o nome da cidade, por exemplo.

    É ter o propósito de ajudar os negócios, ajudar as áreas de cobrança a aumentarem a efetividade de contato com os devedores através de um número de telefone válido e atualizado, ajudar a prevenir fraudes com a validação de dados na entrada ou em tempo real, ajudar a alavancar resultados de vendas e a assertividade de modelos preditivos ou estudos e segmentações de clientes com dados confiáveis, entre outras.

    Para extrair valor dos seus dados com segurança, maximizar o tempo de análise dos cientistas de dados e a precisão dos algoritmos e modelos estatísticos garantindo assim os melhores resultados sobre seus investimentos em Big Data, lembre-se de averiguar e atestar a qualidade dos dados.

    Apesar da Qualidade de Dados ser normalmente implementada como parte de um programa mais abrangente de Governança de Dados dentro das organizações, o assunto pode ser tratado de forma independente, até porque dentro de um programa de Governança de Dados este é um dos assuntos que mais trazem retorno de valor para os negócios.

    Solicite uma reunião com um de nossos especialistas e entenda o potencial de retorno e como cuidar da qualidade dos seus dados com serviços sob medida para o seu negócio.

    Monetização de Dados

    Seus dados tem valor e podem se tornar uma nova fonte de receita para o seu negócio.

    O mercado de dados já existe há muitos anos e se desenvolveu especialmente pelos grandes bureaux de crédito, transformando os dados de devedores enviados pelas empresas associadas (insumos) em produtos de informação (score de credito) de interesse do mercado, especialmente para empresas em seus processos de análise de risco e crédito.

    Os crescentes investimentos das organizações na captura de dados estruturados e não estruturados e em novas tecnologias de processamento de grandes volumes possibilitam as empresas aprimorar ou lançar novos negócios e produtos, além de direcionar ações de relacionamento mais assertivas para cada cliente, entre outras possibilidades.

    Monetizar seus dados para dentro significa transformar seus dados em inteligência que agregue valor para sua própria operação, alavancando seus resultados. Monetizar seus dados para fora significa transformar seus dados em um produto de informação que tenha relevância e valor para o mercado, gerando nova fonte de receita para o seu negócio.

    Monetização de dados pode ser um dos caminhos para tornar viável seus investimentos em tecnologias de Big Data e a Keyrus tem a experiência para desenvolver e introduzir a sua organização nesse novo mercado.

    Sobre o Autor

    Pós-graduado no curso de Business Analytics & Big Data pela FGV, Marcos Palmeiro é responsável na Keyrus Brasil pela unidade de negócios de Governança, Qualidade e Monetização de Dados. Com 12 anos de experiência nessa área, atuou ao longo desse período em projetos de Database Marketing, Inteligência Comercial, Dados Não Estruturados, Qualidade e Governança de Dados em grandes empresas de Telecomunicações, Bancos, Varejo, Seguros e Serviços Financeiros (Bureau de Crédito).